Relaxa.
Paciência, menina. Paciência. Simplismente acordar e sorrir já é fazer algo para buscar tua felicidade.
Só nã vale ficar aí sentada relembrando das coisas que perdeu.
Levanta e vai esbanjar doçura por aí, vai!
E quanto aos teus sonhos?
Paciência.
Viver.
- Mas como tu conseguiu fazer tua vida que era tão murchinha ficar tão linda assim?
E ela sempre respondia a mesma coisa:
-Eu apenas quis.
Não significa.
Tu ter perdido algo especial pra ti, não significa que outras coisas especiais não estão te esperando logo em frente. O que entristece muito as pessoas é esperar que esse "logo" signifique imediatamente.
daí elas ficam tão tristes que se escondem do mundo, e as coisas especiais que estavam reservadas pra elas não as acham e simplismente evaporam.
Evoluir
._.
Daí eu falo pra ele: "Eu não me deixo sofrer, não me deixo." Ele se irrita bastante quando me vê falando isso chorando, e machucada outra vez. Há uns tempos atrás, quando ele me viu chorando pela primeira vez ele prometeu: "Da próxima vez não vou te abraçar denovo, porque as coisas ruins só acontecem contigo porque tu dás espaço pra elas acontecerem."
Zach Ashton
Ele: "Oi amor. Quando as àguas estão calmas você sempre chega com vento, quando o céu está lindo e azul você traz nuvens. Não tenho mais energia pra continuar."
Ela: Energia?
Ele: É, cabou.
Ela tinha uma reposta pronta: "O vento que eu fazia na àgua era pra criar ondas pra gente brincar. Tu sempre adorou ondas. E as nuvens que eu trazia era pra gente procurar aqueles desenhos que nos divertiam tanto. Lembra do coração que a gente achou daquela vez?"
Ela ía falar também que a energia do ser humano é feita de amor, e que falar aquilo foi forte demais.
Ía lembrar ele que palavras são como flechas lançadas que quando fincam, ficam lá.
Mas ela preferiu ficar em silêncio, se virou e foi embora procurar pessoas que gostam de ventos em mares e de nuvens com aspecto de algodão.
-E vai chegar um dia em que tu vais perceber que mundo real nunca vai ser conto de fadas!
E a voz ecoava na cabeça da menina, ecoava tanto que toda vez que algo saía do seu controle ela ficava fora de si. Quando o medo vinha ela se mantinha tão longe que não restava nem mais um pinguinho dela no mundo.
E ela só voltava quando se sentia segura, quando a alminha dela já estava pronta pra encarar tudo novamente.
As duas flores.
Era um jardim enorme! Simplezinho, mas tão bonito...
Nele existiam duas flores.
Uma tinha gostinho doce, e suas pétalas eram tão macias que pareciam pedacinhos de nuvem. Cada vez que alguém chegava perto e elogiava a florzinha, ela esticava tanto suas pétalazinhas que a pessoa a qual havia se aproximado ria, de tanta delicadeza.
A outra flor era cheia de espinhos em suas pétalas, tinha gosto de azedo e quando alguém tentava se aproximar ou tocar ela emitia um ruído forte. Ela possuía várias ervas daninhas ao redor.
Com o tempo as pessoas passaram a ir ao jardim só pra ver a flor espinhenta, pois a outra flor não precisava da ajuda de ninguém, mas essa sim e eles tinham esperança de muda-la. E assim foi feito. A população começou a dar carinho e atenção à flor azeda e tirou todinhas as ervas daninhas do redor dela mas ela continuava do mesmo jeito.
Com o tempo eles aprenderam que uma pessoa nao consegue mudar a natureza de ninguém, nem mesmo de uma flor, então eles resolveram voltar a visitar a outra florzinha.
Mas a flor doce, que era movida a carinho murchou tanto com a ausência de todos que morreu.
Conversar
E tava tudo torto. Bem torto. Cacos de vidro, faíscas, arame farpado. Torto assim...
Então eu comecei a passar no meu lugar favorito sempre que dava só pra rezar. Rezar do meu jeito, porque nunca fui muito boa com rezas e religiões. Eu simplesmente ía lá, sentava, olhava pro céu, e começava a falar. Eu falava olhando pras nuvens, ou olhando pro céu quando elas não estavam lá. E isso me acalmava.
Eu pedia tanta coisa. Mais pedia do que agradecia, e no final sempre me desculpava por isso.
E com o tempo, devagarzinho, as coisas começaram a mudar. Ou fui eu que comecei a ver as coisas diferentes e por isso pareceu que mudou. Nem sei...
Às vezs quando a gente reza,
nem é tanto pra falar com Deus, é mais pra conversar com a gente mesmo.
E Deu fica junto escutando só pra dizer "calma, tô aqui" quando o medo aperta.
O sapo e a joaninha
Daí a joaninha respirou fundo, bem fundo e pousou docemente, na frente do sapo.
-Ninguém quer te ver voando - falou o sapo verruguento - eu ouvi todos os animais rindo de ti e falando que teu vôo é esquisito e sem graça.
A joaninha era tão sensível, coitadinha. Então ela não voou mais.O sapo começou a coaxar bem alto falando agora mal das roupas da joaninha:
-E essas tua roupa aí, vermelha e cheia de bolinhas pretas. Tu te sentes bonita a usando? Te sentes única? Pois ontem, todos os animais estavam a falar que teu modelito é brega e fora de moda. Eu por sinal, também acho ridícula!
A joaninha era tão ingenua, coitadinha. Ela não usou mais sua roupinha, começou a se vestir toda de preto, pra não chamar tanta atenção.
Certo dia, ao cruzar o lago, a joaninha de longe viu o sapo com uma roupa vermelha de bolinhas pretas saltitando pelo lago e batento as patas, tentando voar.




