Twenty years from now...


Relaxa.

Paciência, menina. Paciência. Simplismente acordar e sorrir já é fazer algo para buscar tua felicidade.
Só nã vale ficar aí sentada relembrando das coisas que perdeu.
Levanta e vai esbanjar doçura por aí, vai! 
E quanto aos teus sonhos?




























Paciência.



Sonhos...

Ela vivia de sonhos, apenas de seus sonhos...



E isso a fazia feliz.

Viver.

A menina queria tanto que desse certo, torcia tanto pra que desse certo, que no fim, toda aquela vida cheia de lágrima e coisas feias se transformou em uma vida tão bonita. Sempre que a menina, agora de vida bonita, andava na rua as pessoas paravam ela e perguntavam:
- Mas como tu conseguiu fazer tua vida que era tão murchinha  ficar tão linda assim?
E ela sempre respondia a mesma coisa:












































-Eu apenas quis.

Não significa.

Tu ter perdido algo especial pra ti, não significa que outras coisas especiais não estão te esperando logo em frente. O que entristece muito as pessoas é esperar que esse "logo" signifique imediatamente.




































daí elas ficam tão tristes que se escondem do mundo, e as coisas especiais que estavam reservadas pra elas não as acham e simplismente evaporam.

Evoluir

Chega uma hora que tu tens que ir em frente. Respirar fundo, erguer a cabeça e ir. Apenas ir...
Isso não significa que dar um passo pra trás ou pro lado não seja uma opção,























Mas se o que tu queres é colorir tua vida, menina, o único caminho é esse aí, da tua frente.

._.

Foi o abraço dele que me confortou ontem, quando a tempestade dentro de mim começou.
Volta e meia ele repete pra mim: "As tempestades dentro da gente só acontecem quando a gente deixa.", mas eu ainda não entendi direito o que isso quer dizer, daí, as tempestades sempre voltam. Na hora ele se zanga bastante e repete, o que ele já havia repetido outras mil vezes "Perde a mania em julgar as pessoas entre boas ou más, começa a separá-las em as que te fazem bem e as que não te fazem".
Sabe, o que ele me diz sempre faz muito sentido na hora, mas pra mim é bem difícil de seguir. Não na questão de julgar, nem julgo tanto, mas no fato de ele dizer que "a gente só sofre quando se deixa sofrer".
 Daí eu falo pra ele: "Eu não me deixo sofrer, não me deixo."  Ele se irrita bastante quando me vê falando isso chorando, e machucada outra vez. Há uns tempos atrás, quando ele me viu chorando pela primeira vez ele prometeu: "Da próxima vez não vou te abraçar denovo, porque as coisas ruins só acontecem contigo porque tu dás espaço pra elas acontecerem."























Ontem enquanto ele me abraçava forte, ele fazia essa mesma promessa pela milésima vez.

Zach Ashton



Ele: "Oi amor. Quando as àguas estão calmas você sempre chega com vento, quando o céu está lindo e azul você traz nuvens. Não tenho mais energia pra continuar."
Ela: Energia?
Ele: É, cabou.

Ela tinha uma reposta pronta: "O vento que eu fazia na àgua era pra criar ondas pra gente brincar. Tu sempre adorou ondas. E as nuvens que eu trazia era pra gente procurar aqueles desenhos que nos divertiam tanto. Lembra do coração que a gente achou daquela vez?"





























Ela ía falar também que a energia do ser humano é feita de amor, e que falar aquilo foi forte demais.
Ía lembrar ele que palavras são como flechas lançadas que quando fincam,  ficam lá.
Mas ela preferiu ficar em silêncio, se virou e foi embora procurar pessoas que gostam de ventos em mares e de nuvens com aspecto de algodão.

-E vai chegar um dia em que tu vais perceber que mundo real nunca vai ser conto de fadas!

E a voz ecoava na cabeça da menina, ecoava tanto que toda vez que algo saía do seu controle ela ficava fora de si. Quando o medo vinha ela se mantinha tão longe que não restava nem mais um pinguinho dela no mundo.





































E ela só voltava quando se sentia segura, quando a alminha dela já estava pronta pra encarar tudo novamente.

As duas flores.

    Era um jardim enorme! Simplezinho, mas tão bonito...
    Nele existiam duas flores.
    Uma tinha gostinho doce, e suas pétalas eram tão macias que pareciam pedacinhos de nuvem. Cada vez que alguém chegava perto e elogiava a florzinha, ela esticava tanto suas pétalazinhas que a pessoa a qual havia se aproximado ria, de tanta delicadeza.
    A outra flor era cheia de espinhos em suas pétalas, tinha gosto de azedo e quando alguém tentava se aproximar ou tocar ela emitia um ruído forte. Ela possuía várias ervas daninhas ao redor.
    Com o tempo as pessoas passaram a ir ao jardim só pra ver a flor espinhenta,  pois a outra flor não precisava da ajuda de ninguém, mas essa sim e eles tinham esperança de muda-la. E assim foi feito. A população começou a dar carinho e atenção à flor azeda e tirou todinhas as ervas daninhas do redor dela mas ela continuava do mesmo jeito.
    Com o tempo eles aprenderam que uma pessoa nao consegue mudar a natureza de ninguém, nem mesmo de uma flor, então eles resolveram voltar a visitar a outra florzinha.




























Mas a flor doce, que era movida a carinho murchou tanto com a ausência de todos que morreu.

Conversar

E tava tudo torto. Bem torto. Cacos de vidro, faíscas, arame farpado. Torto assim...
Então eu comecei a passar no meu lugar favorito sempre que dava só pra rezar. Rezar do meu jeito, porque nunca fui muito boa com rezas e religiões. Eu simplesmente ía lá, sentava, olhava pro céu, e começava a falar. Eu falava olhando pras nuvens, ou olhando pro céu quando elas não estavam lá. E isso me acalmava.
Eu pedia tanta coisa. Mais pedia do que agradecia, e no final sempre me desculpava por isso.
E com o tempo, devagarzinho, as coisas começaram a mudar. Ou fui eu que comecei a ver as coisas diferentes e por isso pareceu que mudou. Nem sei...
Às vezs quando a gente reza,






















nem é tanto pra falar com Deus, é mais pra conversar com a gente mesmo.
E Deu fica junto escutando só pra dizer "calma, tô aqui" quando o medo aperta.

O sapo e a joaninha

Daí a joaninha respirou fundo, bem fundo e pousou docemente, na frente do sapo.
-Ninguém quer te ver voando - falou o sapo verruguento - eu ouvi todos os animais rindo de ti e falando que teu vôo é esquisito e sem graça.
A joaninha era tão sensível, coitadinha. Então ela não voou mais.O sapo começou a coaxar bem alto falando agora mal das roupas da joaninha:
-E essas tua roupa aí, vermelha e cheia de bolinhas pretas. Tu te sentes bonita a usando? Te sentes única? Pois ontem, todos os animais estavam a falar que teu modelito é brega e fora de moda. Eu por sinal, também acho ridícula!
A joaninha era tão ingenua, coitadinha. Ela não usou mais sua roupinha, começou a se vestir toda de preto, pra não chamar tanta atenção.


































Certo dia, ao cruzar o lago, a joaninha de longe viu o sapo com uma roupa vermelha de bolinhas pretas saltitando pelo lago e batento as patas, tentando voar.

MilS.

Casa sorriso dela são mils sorrisos meus
e quem me move é ela,







































quem move ela sou eu.

s2

Ele: Então comigo tu és feliz?
Ela: Tanto que me sinto linda e meu coração tá parecendo algodão. 
Doce.
 




















































algodão doce.